segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tradução de Desilusão!

Sabe aqueles momentos em que sentimos uma dor fina, lá dentro do peito, dor essa que nem sabemos como é, como vem, e tira a impressão de que tava tudo bem?

Dá vontade de gritar aos quatro ventos numa voz bem alta, como se fosse sair um monstro de dentro de nós, a sensação de alguma coisa sem precedentes.

Como se viesse um desejo de chorar e chorar, e nem saber a hora de parar, somente induzir para dentro de si, o que pra fora nem veio se mostrar.

Como mudança de rumo, e rumando para o deserto quente e seco da minha sensação de estar perto do nada, mas longe de você, um amor renegado, pensamento elevado.

Sentimento com sonhos desmoronados e castelos de areia engolidos pelas ondas, sentimento de perda e dor, sabor do castigo, sentido sem amor.

Seria como se espremesse o peito e lançasse longe a alegria, sentido de vida vazia, sorriso sem graça, sabor de rejeição, coração na contra mão.

Não! Mesmo que se tenha idéia do que é sofrer, há uma ferida que se abre e sem ferir dói, mas sem o sangue a sair.

Sofrer assim não é justo, se foi um susto, nem custo da dor ou esperança do amor, dor essa que é fina no peito e desafina o embalo do coração e da emoção.

Pois, como perfume de amor e flor, e despedida sem odor, se faz sofrido o rosto, com a expressão que dispensa comoção.

Sim, com amor é fácil lidar, mas os sentimentos á parte que sem ressentimentos, se faz uma parte dessa dor, que a outra se veio juntar, selando a desculpa da lágrima rolar.

Como saber que é hora de parar, sanar uma coisa dessas só com alguém que viveu tal sentimento, e sobreviveu pra contar, ou correu o risco e saiu da beira do abismo.

Juro que se for para sentir essa dor, sem ter o que sentir, não fico mais em cima desse muro, me cede tua luz, e me tira desse escuro.

Os vestígios da esperança que molham o meu olhar se fazem forte, e não sei como vai a minha sorte sair assim, sem os riscos da morte a me rodear.

Sei que dor fina e vazia faz sofrer, mas sem entender o que a dor te traria é sofrer duas vezes, uma por sofrer e outra sem saber.

Seria uma troca justa, a troca da discórdia pela vaga soma da tua misericórdia, se me decifrasse essa dor.

E chegando sempre pela metade e tomando o lugar da felicidade, essa dor me pega sem piedade, como é triste sofrer e ver padecer num sentido sem fim.

Não tem como dizer não, essa dor que seca o coração, faz viver um momento sem razão, leva consigo uma paz que seria a única emoção. Essa dor se chama: Desilusão!

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